Olhou-se no espelho e não sentiu medo.
Chegara a hora da travessia.
Era preciso deixar o que já não fazia mais sentido.
Voou, sem olhar pra trás.
A verdade é que as malas já estavam prontas!
Não sabe o que a espera.
Mas sabe que a vida é definida pelas escolhas.
Dribla as inseguranças com um sorriso sincero.
Dança no meio da sala pra exorcizar os fantasmas.
Encara seus dramas tão legítimos
com um coração inundado de esperança...
Pensa, repensa, sobre o que fez de si, do outro.
Se as suas intolerâncias são mesquinhas,
se as concessões são sinceras, se as intervenções são lúcidas,
se as suas imersões são saudáveis... O porquê de ter
consideração por pessoas que não a consideram, ou ao menos,
não da mesma forma, com a mesma intensidade.
E no meio do caos,
sua, estremece, desatina...
"Ninguém entenderia jamais o que ele sentia naquele momento -
bastava parar, sentar num banco da praia, meditar com calma, e faria
dele um desses momentos capazes de decidir todo um destino.
Um desses momentos - todo um destino."
(Fernando Sabino, Encontro Marcado)